O Brasil tem o sistema tributário mais complexo e mais caro do mundo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). A carga tributária já superou 32% do PIB, apontam dados da Receita Federal. É inegável, portanto, a necessidade de reformulação no modelo de cobrança dos impostos. A burocracia tributária consome R$ 150 bilhões das empresas/ano, o equivalente a 1,5% do faturamento. São cobrados, hoje, 63 tributos no Brasil, entre impostos, taxas e contribuições, segundo o Valor Econômico.

Mas e ai? Qual é o melhor regime de tributação para sua empresa? 

De maneira bem simples e somente para fins didáticos, falamos um poucos das três opções:

- Simples Nacional: O Simples Nacional não tem nada de simples, existem regras que devem ser observadas e cumpridas. É um regime para empresas que possuem renda bruta de até R$ 4,8 milhões anuais. O pagamento de até 8 tributos é unificado na Guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples), são eles; PIS, COFINS, IRPJ, CSLL, CP (Contribuição Previdenciária Patronal), ISS, ICMS e IPI.

- Lucro Presumido: Aqui o Fisco presume quanto a empresa lucrou e calcula o imposto sobre essa base de cálculo. É uma forma de tributação que utiliza apenas as receitas da empresa para a apuração do lucro tributável. Podem optar por esse regime as empresas que tenham faturamento de até R$ 78 milhões no ano e que não atuem em determinados setores, como bancos e seguradoras.

- Lucro real: nada mais é do que o lucro que a empresa realmente auferiu. Aqui o lucro fiscal será determinado apenas pelas receitas tributadas e pelas despesas aceitas pelo Fisco, sendo o resultado de partida aquele registrado na escrituração contábil. Se sua empresa tem muitas despesas (margem de lucro apertada), o Lucro Real pode ser interessante para você.

Não existe o certo ou errado, mas sim aquele que mais se adequa para a sua empresa.